AÉCIO NEVES PRESIDENTE: A presença da classe média nos protestos não é um ato fascista

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Em sua coluna desta segunda-feira, na Folha de São Paulo, o senador Aécio Neves falou, mais uma vez, sobre as manifestações e defendeu que não há necessidade de um plebiscito, já que é uma proposta muito complexa, o que para ele, torna o referendo a melhor solução. Para o tucano, todos os partidos brasileiros, sem exceção, saem politicamente abalados do atual cenário do país.

Aécio alerta que os jovens questionam a forma tradicional de fazer política quando gritam: “O povo unido governa sem partido”. Ele acredita que grande maioria deles nada têm de fascistas ou reacionários e que a juventude de hoje está apenas expressando suas compreensíveis frustrações. “Os manifestantes se insurgem contra os aproveitadores que viraram políticos, políticos que se elegeram governantes, governantes que se esbaldaram na corrupção, corrupção que impede a melhoria do transporte, da saúde e da educação. Uma ciranda como no poema de Drummond cujo nome é ‘Quadrilha’, muito a propósito”, disse o tucano.

Ao falar sobre o ProUni, a professora de filosofia, Marilena Chaui afirmou que a classe média é violenta, fascista e ignorante. “A classe média é estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista. É uma abominação política, porque ela é fascista, uma abominação ética, porque ela é violenta, e é uma abominação cognitiva, porque ela é ignorante”, explicou a filósofa. E o que mais podemos observar durante esses protestos, foi a presença dessa classe média lutando por seus direitos.

Um bom contraponto à intolerância de Marilena Chauí é um texto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 2011. Nele, foi enfatizada a necessidade de maior diálogo com a classe média: “O caminho não se constrói apenas por partidos políticos, nem se limita ao jogo institucional. Ele brota também da sociedade, de seus blogs, tuítes, redes sociais, da mídia, das organizações da sociedade civil, enfim, é um processo coletivo. Não existe só uma oposição, a da arena institucional; existem vários focos de oposição, nas várias dimensões da sociedade”.

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