AÉCIO NEVES PRESIDENTE: Aécio sobre o setor do agronegócio

aecio neves presidente

Inspirado pela sua recente viagem a cidade de Sorriso, no Mato Grosso, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) apresentou essa semana, em sua coluna no jornal da Folha de São Paulo, o tema agronomia.

O tucano relata que apesar de Sorriso ser a capital nacional do agronegócio, ele pôde observar de perto exemplos práticos das contradições que comprometem o desempenho da economia brasileira, tal como: simultaneamente, o orgulho com os ganhos de produtividade no campo e o entristecimento com a incredulidade dos produtores em relação aos investimentos mínimos, em logística e em infraestrutura, que garantam menores custos e maior competitividade no momento de escoar a produção.

“A frustração é de tal ordem que ouvi de muitos deles o desejo de plantar menos, já na próxima safra, por não haver sequer condições adequadas de armazenagem”, explicou Aécio.

Para ilustrar esse cenário, Aécio explicou, através de dados estatísticos, o milagre e a força do setor rural, que cresceu o PIB mais que o dobro no segundo trimestre, em comparação com o primeiro, quando o previsto era apenas um aumento em torno de apenas 2%.

“ O crescimento foi de 14,7% no primeiro semestre, se comparado com o mesmo período de 2012, enquanto o setor de serviços cresceu 2,1% e a indústria, 0,8%.”

Aécio considera que os dados apresentados acima, são decorrentes das transformações ocorridas no setor durante a estabilização da economia, que acabou com o uso especulativo da terra e adotou a busca pela eficiência na produção.

“É notável, desde então, a crescente utilização de novas tecnologias e métodos de manejo, tornando produtivo e eficiente o setor, da porteira para dentro. As dificuldades a serem superadas estão da porteira para fora e são as mesmas que outros setores enfrentam. O Programa de Investimento em Logística acaba de completar um ano sem realizar nem sequer um leilão para obras em rodovias, ferrovias e portos.”

Hoje, o Brasil ocupa 51º lugar entre 60 países no Índice de Competitividade Mundial, divulgado pelo Institute for Management Development. Esse ano, é o terceiro ano consecutivo que o país cai no rankin.

Como resultado, são montanhas de grãos ao ar livre por falta de armazenagem; quilométricas filas de carretas para chegar aos portos; escassez de ferrovias, além de navios e contêineres parados nos portos, multiplicando custos e reduzindo competitividade.

É uma realidade que penaliza a economia como um todo e atinge intensamente o setor do agronegócio, cuja cadeia produtiva contribui com 22% na formação do PIB nacional.

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